quarta-feira, 1 de julho de 2015

O ASSOMBRADO EDIFÍCIO JOELMA

Fala Galera...Os asiáticos acreditam que quando o corpo morre em tormento, a alma permanece, formando um ciclo de maldição naquele local. Em uma sexta-feira, em 1º de fevereiro de 1974, um grande incêndio parou a cidade de São Paulo. Aproximadamente 750 pessoas distribuíam-se pelos 25 andares do Edifício Joelma, hoje renomeado Edifício Praça da Bandeira, localizado no nº 225 da Avenida Nove de Julho,região Central de São Paulo. Tudo começou, Por volta das 08:50 da manhã, quando um funcionário ouviu um ruído de vidros sendo quebrados, vindo de um dos escritórios do 12º andar. Ele Foi até lá para verificar e constatou que um aparelho de ar condicionado estava queimando. Em seguida foi correndo até o quadro de luz daquele piso para desligar a energia, mas ao voltar encontrou fogo seguindo pela fiação exposta ao longo da parede. As cortinas se incendiaram rapidamente e o incêndio começou a se propagar pelas placas inflamáveis do forro. O funcionário correu para apanhar o extintor portátil, mas ao chegar não conseguiu mais entrar na sala, devido à intensa fumaça. Então ele subiu as escadas até o 13º andar, alertou os ocupantes e ao tentar voltar ao 12º pavimento, encontrou densa fumaça e muito calor. A partir daí o incêndio, ficou sem controle,e tomou todo o prédio. Foram feitas várias viagens com os elevadores enquanto o oxigênio permitiu, salvando muitas pessoas. Mas no final, uma ascensorista, na tentativa de salvar mais vidas, prosseguiu, mas como a fumaça havia piorado, ficou sem oxigênio e acabou falecendo no 20º andar. Segundo perícias, a causa do incêndio foi um curto-circuito em um equipamento de ar-condicionado, provocando um aquecimento na fiação elétrica, gerando o primeiro foco de fogo, o qual se espalhou por todo o edifício. O saldo final da tragédia foi de 191 mortos e mais de 300 feridos. Desde então, muitos acreditam que os espíritos das pessoas mortas no incêndio vagueiam pelo prédio até os dias de hoje. Uma das tragédias desse incêndio que mais impressionou, foi o fato de que 13 treze pessoas tentaram escapar por um elevador, e morrendo carbonizadas em seu interior, sendo que devido ao estado dos cadáveres, os corpos Nunca foram identificados, pois naquela época ainda não existia a análise de DNA, sendo então enterrados lado a lado no Cemitério São Pedro, localizado na Av. Francisco Falconi, 837, Vila Alpina em São Paulo. Os corpos deram origem ao mistério das Treze Almas, ficando conhecidas como as 13 Almas não identificadas do Joelma. As sepulturas atraem centenas de curiosos e devotos, principalmente às segundas-feiras, dia das almas. Ao lado das sepulturas, foi construída a "Capela das Treze Almas", onde diariamente muitos visitantes fazem suas preces agradecendo à Elas pelas graças alcançadas.
O Local do sepultamento ficou muito conhecido, quando pessoas ouviram gemidos e choros misteriosos no cemitério. Assustados, procuraram verificar de onde vinha aquilo, sendo que descobriram que os gemidos e choros saiam das sepulturas das 13 vítimas. Então sabendo que todos morreram queimados, foi derramada água sobre as sepulturas, sendo que em seguida os gemidos e choros cessaram. Depois do ocorrido, pessoas começaram a fazer orações para as 13 almas, pedindo graças diversas. Quem visita os túmulos das Treze Almas no Cemitério São Pedro, sempre pode verificar a existência de um copo com água sobre cada sepultura, isso com o objetivo de tranquilizar as almas dessas vítimas do incêndio do Edifício Joelma, as quais morreram carbonizadas em um imenso calor. Esse é mais um dos mistérios que rondam o incidente do Edifício. Passados muitos anos da tragédia, o antigo Edifício Joelma foi reformado, sendo batizado com o nome Edifício Praça a Bandeira, disponibilizando para aluguel várias salas para escritórios. No entanto pessoas que frequentam o local relatam fatos estranhos no interior do edifício. A professora Volquimar Carvalho dos Santos, trabalhava no setor de processamento de dados de um banco que funcionava no 23º andar do Edifico Joelma. Ela era funcionária da empresa havia um ano e meio. O irmão dela, Álvaro, trabalhava no 10º andar. A família de Volquimar é espírita. Ao ser dado o aviso de incêndio, Volquimar e outras quatro companheiras tentaram fugir pela escada, mas quase foram atropeladas pelos funcionários desesperados que tentavam se salvar. Elas correram para a cobertura do prédio, mas acabaram morrendo por asfixia. Álvaro, irmão de Volquimar, sobreviveu ao incêndio. Álvaro localizou o corpo da irmã no IML horas depois do incêndio ter terminado. Meses depois, Volquimar enviou uma mensagem psicografada para a mãe através do médium Chico Xavier. Na mensagem ela contava como tinha sido os seus últimos minutos de vida. Em 1979, a história de Volquimar se transformou no filme “Joelma, 23º andar”. O roteiro é baseado nas cartas psicografadas por Chico Xavier que estão no livro “Somos Seis”. Fatos estranhos ocorreram durante as filmagens, como ruídos misteriosos no local onde não havia ninguém, refletores que eram "derrubados", embora estivessem bem fixados, sendo que um dos fatos mais incríveis, foi a imagem de uma pessoa que não estava nas filmagens ao lado dos personagens em uma das cenas,quando as fotos foram reveladas, foi identificado nitidamente uma presença, que muitos dizem ser um dos vários Fantasmas do Joelma.
 
O incêndio foi chocante, Mas o passado daquele terreno era ainda mais bizarro. Em novembro de 1948, depois de várias denuncias do estranho desaparecimento das mulheres em uma casa da Rua Santo Antonio, nº 104, região central de São Paulo, o químico e professor Paulo Ferreira de Camargo, suicida-se no exato momento em que a policia retirava do poço do seu quintal os corpos de sua mãe, Benedita de Camargo, com 56 anos de idade, e de suas duas irmãs, Maria Ferreira de Camargo, 23 anos e de Cordélia Ferreira de Camargo, 19 anos, pessoas que ele havia matado há 19 dias. O Crime do Poço, como ficou conhecido, foi uma vingança de Paulo contra sua família que supostamente não aceitava seu romance com uma enfermeira, a qual não era mais virgem, indo totalmente contra os padrões da época, sendo um completo escândalo para a sociedade da década de 1940. Paulo Ferreira enfrentava constantes brigas com sua mãe e irmãs, as quais eram totalmente contra seu namoro com a enfermeira. Irritado ao extremo, arquitetou o modo como resolveria aquilo.Mandou então que fosse construído um poço nos fundos da casa, já como parte do seu plano. No dia 23 de novembro de 1948, Paulo se reuniu com sua família para lancharem, como normalmente faziam. De modo furtivo, Paulo colocou sonífero no alimento de sua mãe e irmãs. Drogadas, elas dormiram rapidamente. Em seguida Paulo pega um revólver e efetua vários disparos contra todas elas, que morrem na hora. Após o assassinato, Paulo coloca capuzes nas cabeças da vítimas, arrasta os corpos para os fundos da casa, e os joga no poço. Nos dias que se seguem, Paulo leva uma vida normal. Passados alguns dias, as pessoas estranham o desaparecimento das três mulheres. A polícia então visita a casa de Paulo, o qual entra em contradição, dizendo ora que sua mãe e irmãs viajaram,e sofreram um acidente. Vizinhos então contam à polícia que alguns dias antes ouviram barulho de tiros e uma estranha movimentação nos fundos da casa, próximo ao novo poço. Quando a polícia vai verificar o local, acabam encontrando a horrível cena do crime, com os corpos dentro do poço. Vendo que não havia mais saída, Paulo Ferreira pede para ir ao banheiro. E Chegando lá, pega o revólver que havia escondido, e comete suicídio com um tiro no peito, deixando para sempre dúvidas e suposições das mais absurdas o porquê de tudo aquilo. Paulo Ferreira tinha uma carreira brilhante.
 
Descobriu-se posteriormente que o Professor fazia uso de drogas, isso talvez devido ao fácil acesso aos produtos químicos em sua profissão. Também foi revelado por companheiros de onde lecionava, que o Professor Paulo Ferreira já apresentava à algum tempo um comportamento desiquilibrado, pois andava armado, e havia efetuado disparos com seu revolver no interior do laboratório de química da faculdade. Os corpos de Paulo Ferreira de Camargo, Benedita de Camargo, Maria Ferreira de Camargo e Cordélia Ferreira de Camargo, foram enterrados no dia 25/11/1948 no jazigo da família nas dependências do Cemitério da Consolação em São Paulo. Após a retirada dos corpos das vítimas de dentro do poço, um dos bombeiros morreu de infecção cadavérica, A Infecção Cadavérica: É um tipo de infecção adquirida quando uma pessoa sem as devidas proteções, não utilizando luvas e máscara apropriada, realiza contato com cadáveres, adquirindo dessa forma infecções diversas pelo corpo. Sugerindo que o bombeiro foi mais uma vítima da maldição contida no local. A casa onde ocorreu o crime ficou fechada por muitos anos. Mais tarde foi demolida e no seu terreno foi construído o Edifício Joelma, os acontecimentos ocorridos na área do Edifício Joelma seriam obra do acaso, ou realmente existe alguma maldição naquele macabro local ? É o que muitos se perguntam ate hoje. Dos aproximadamente 756 ocupantes do edifício, 191 morreram e mais de 300 ficaram feridos. A grande maioria das vítimas era formada por funcionários do Banco Crefisul de Investimentos. A tragédia do Joelma, que se deu apenas dois anos após o incêndio no Edifício Andraus, reabriu a discussão popular com relação aos sistemas de prevenção e combate a incêndio no Brasil, cujas deficiências foram evidenciadas nos dois casos. A investigação sobre as causas da tragédia, foi concluída e encaminhada à justiça em julho de 1974, apontava a Crefisul e a Termoclima, empresa responsável pela manutenção elétrica, como principais responsáveis pelo incêndio. Afirmava que o sistema elétrico do Joelma era precário e estava sobrecarregado. O resultado do julgamento foi divulgado em abril de 1975. Kiril Petrov, gerente-administrativo da Crefisul, foi condenado a três anos de prisão. Walfrid Georg, proprietário da Termoclima, e seu funcionário, o eletricista Gilberto Araújo Nepomuceno e os eletricistas da Crefisul, Sebastião da Silva Filho e Alvino Fernandes Martins, receberam condenações de dois anos. E devido a todas essas desgraças no local, o misterioso Edifício Joelma é um dos lugares mais Mal assombrados do Brasil.
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