sexta-feira, 8 de maio de 2015

A REVOLUÇÃO SOCIAL DOS NOTÍVAGOS BRASIL

Fala Galera...Existe uma ciência específica que estuda,e prova que o fato de você não ser produtivo nas primeiras horas da manhã não tem absolutamente nada a ver com preguiça. Pois existe um negócio chamado “ritmo circadiano”, cada um tem o seu e é ele que basicamente determina se você é daqueles que acorda às seis da manhã correndo uma maratona, ou ao meio dia pedindo pelo amor de deus por mais cinco minutinhos. O Ritmo circadiano ou ciclo circadiano designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite. O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais e muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre, a digestão ou o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do corpo. já existe uma comunidade vem lutando em um movimento no mundo todo para que pessoas que não conseguem se adequar ao esquema de 8 da amanhã às 18 da tarde possam enfim se encaixar na sociedade.
 
B de B-Society: 
Não é só o nome usado para designar as pessoas que funcionam melhor mais tarde, mas também o nome do movimento, da organização que espalha essa idéia pelo mundo afora. Foi criada na Dinamarca em dezembro de 2007 e, hoje, possui membros em mais de 50 países. Toda essa criação foi baseada na pesquisa de Till Roenneberg,um Pesquisador da Ludwig Maximilians Universität de Munique, na Alemanha, sobre Cronobiologia. Roenneberg mapeou os ritmos circadianos de mais de 125.000 pessoas e o resultado disso se transformou no livro Internal Time, cujo subtítulo diz absolutamente tudo: Cronótipos, o jet lag social e porque você está tão cansado. É bem simples. Nós, seres humanos, temos ritmos circadianos diferentes uns dos outros. E esse danadinho é que determina quando você prefere estar acordado ou prefere estar dormindo. O tal ritmo é controlado pelo que podemos chamar de "genes tic-tac". No caso, um deles é o Per3-gene, descoberto pelo pesquisador Simon N. Archer. O Per3-gene ,assim como as coisas práticas do dia a dia,vem em dois tamanhos: tamanho BOM DIA e tamanho FECHA A JANELA!...É uma informação que explica muita coisa. O ritmo circadiano muda durante sua vida, ou seja, você não era um adolescente nojento, insuportável, chato e preguiçoso. Você era apenas um adolescente nojento, insuportável e chato. Não era preguiça. É que, quando estamos nessa fase da vida, nosso ritmo é devagar mesmo.
Em contrapartida, não existe aquela sabedoria de que velhos vão dormir cedo e acordam cedo? Então. Tudo genética. Tudo explicado. A questão toda é que alguns de nós continuamos com o gene do tamanho "fecha a janela!” por toda a vida. E é muito difícil ser uma “pessoa-B” quando se vive em um mundo ditado pelo padrão ‘A’. Atualmente temos uma sociedade B vivendo em um padrão A. O site b-society.org está lotado de explicações detalhadas de como pessoas-B e pessoas-A podem conviverem tranquilamente, ou melhor, produzir tranquilamente em uma sociedade AB.
 
 
São pesquisas mostrando que estudantes conseguem melhores notas quando aprendem na parte da tarde, que identificar uma pessoa B no seu staff e utilizar isso em seu favor pode aumentar a produtividade dela. Tudo isso parece muito óbvio e existem várias empresas que trabalham dessa forma. Empresas criadas para a era que estamos vivendo agora, dirigidas por quem entende esse momento e as pessoas que o fizerem acontecer. Mas ainda não é o bastante, Tanto que A Sociedade B: defende que empresas e escolas adotem horários vespertinos A Organizações no Brasil e no mundo começam a ficar mais atentas aos diferentes perfis de produtividade das pessoas nessa era digital. Muitas invenções foram trazidas à luz na escuridão. Thomas Edison, reza a lenda, passava horas madrugada adentro em seu escritório até inventar a lâmpada elétrica. O fundador da Microsoft, Bill Gates, e o presidente americano, Barack Obama, já declararam que, apesar de exercerem atividades pela manhã, são mais produtivos à noite. Obama se auto definiu como coruja, devido à preferência. Assim como eles, há muitos outros indivíduos ao redor do mundo que também rendem melhor no período vespertino. Estas pessoas se uniram e criaram o movimento chamado de B-Society (Sociedade B). O B vem de “Biológico”, pois o grupo se baseia em estudos da cronobiologia e defende que, como cada pessoa tem um ritmo biológico diferente, e alguns realizam melhor suas atividades pela manhã e outros no período da tarde e noite, as empresas e escolas devem oferecer horários alternativos. Isso porque, a produtividade do colaborador seria melhor aproveitada pela empresa. o grupo afirma que deixar o funcionário trabalhar dentro do seu relógio interno evita problemas de saúde, como irritabilidade, depressão, estresse e uso de remédios para repor a falta de sono. Seria bem melhor para funcionários e empresas, diz Alex Anunciato, presidente da Sociedade B no Brasil.
Na Europa, há vários testes sendo realizados com a flexibilização de horários e, na Dinamarca, onde a Sociedade B nasceu a escola Vorbasse School já introduziu horários flexíveis de estudo: os alunos podem escolher fazer trabalhos das 8h às 10h ou das 14h às 16h. No Brasil, embora ainda não seja uma prática disseminada no mercado, algumas empresas começam a dar mais atenção aos diferentes perfis de produtividade de seus funcionários. O produtor João Pedro Costa até tentou se adaptar ao horário comercial: no emprego anterior, trabalhava das 9h às 18h. Mas, pela manhã, acabava rendendo pouco, como ele mesmo admite. Hoje, na Aquarela, produtora de vídeo onde faz efeitos especiais e correção de cor, tem liberdade para chegar às 15h.

Ele diz: Além de ser tudo mais calmo e silencioso, pela manhã eu fico mais cansado e letárgico. Para mim funciona assim e engreno depois das 14h.

A Unilever, outro exemplo, permite que os colaboradores escolham entrar no trabalho entre 8h e 10h30m. O trainee da área de RH Leonardo Ferraz é um dos que escolhe chegar na empresa às 10h30m. Ele diz se identificar totalmente com a Sociedade B.

Ele diz: Sou mais ativo intelectualmente à tarde, por isso procuro marcar atividades a partir das 10h,diz Ferraz, que costuma ir dormir entre 2h e 3h.

A Rexam, fabricante mundial de embalagens, também oferece horários alternativos aos seus funcionários no Rio de Janeiro, desde que acordado com os gestores e dentro da carga horária. Através de estudos sobre o comportamento produtivo, a empresa constatou que aqueles classificados como B são mais produtivos no fim d dia e, dessa forma, propuseram a flexibilidade. De 15% a 25% das pessoas seriam B. A Sociedade B foi fundada há pouco tempo, em 2007, na Dinamarca e, em 2012, no Brasil. De acordo com pesquisas do movimento, de 10% a 15% da população são matutinas ou pessoas “A”, cujo melhor desempenho é das 6h às 22h e o pico de energia antes do meio-dia. Já as pessoas “B” corresponderiam de 15% a 25% e funcionariam melhor de 9h a 1h, tendo seu melhor rendimento à tarde. A grande maioria, por sua vez, consegue se adequar a um dos dois tipos, e ao longo da vida a preferência pela manhã ou noite pode variar. É o caso de Danielle Lins Lima Leal, advogada na Rexam. Ela é bem matutina e conseguiu com a empresa um horário das 7h às 16h:

Ela diz: Minha maior concentração e produtividade é pela manhã. Uma hora de leitura pela manhã seria o equivalente a três horas à noite.

No Brasil, a USP realiza estudos de cronobiologia, onde percebe-se que há diferenças de sistema de temporização para cada pessoa, embora, segundo o professor Luiz Menna-Barreto, haja algum nível de generalização possível. Barreto discorda da Sociedade B. Para ele, uma flexibilização de algumas horas no escritório podem ser positivas, entretanto, estudar ou trabalhar em horários extremos, como das 22h às 8h, pode gerar mais problemas do que aliviar, pois estaria incoerente com os horários das demais atividades cotidianas. Ele acredita que, mesmo sendo difícil, é possível que pessoas com ritmos diferentes se adaptem. Já o pediatra Nelson Bergman explica que a propensão matutina ou vespertina já pode ser observada a partir dos seis a sete meses de idade. Segundo ele, apesar disso, o meio externo influencia muito, como, por exemplo, a rotina dos pais. Se os pais acordam e dormem cedo, é possível que a criança se adapte com o tempo. Entre as ajudas para a adaptação, o cronobiólogo Till Roennberg, que mapeou mais de 125 mil pessoas e escreveu o livro “Tempo interno”, afirma que tomar sol durante o dia, um bom café da manhã antes de trabalhar e comer fora podem ajudar a melhorar a saúde e o mau humor das pessoas B em horários A. Lucyane Rezende, diretora de RH da Unilever, acredita que as empresas podem aproveitar o potencial máximo das pessoas, quando passam a olhar para as individualidades.
A companhia permite aos funcionários que escolham o horário de entrada e trabalhem de casa duas vezes por semana. Mas, no caso da Unilever, por exemplo, não é tão simples assim: nós somos uma organização com 12 mil funcionários, e uma variedade interna muito grande de perfis e gerações. Por isso tentamos chegar ao melhor ambiente possível dentro do que é real.
 
 
Notívagos a Revolução social: A Sociedade B

A Suécia começou uma nova revolução social, com a introdução da chamada "Sociedade B" uma sociedade que leva em conta os diferentes ritmos biológicos dos indivíduos para introduzir horários alternativos de funcionamento para escolas, locais de trabalho, universidades e organizações.A primeira instituição sueca a implementar o esquema é uma escola secundária de Gotemburgo, que a partir de setembro vai oferecer turnos opcionais entre 20h e 8h.

Eles dizem: Por que precisamos trabalhar todos no mesmo horário e enfrentar os mesmos engarrafamentos?", pergunta o manifesto do movimento B-Samfundet (Sociedade B). "Por que temos de correr ao mesmo tempo para pegar as crianças na escola antes que elas fechem? Por que tudo tem de funcionar nos mesmos ritmos e horários se isso causa problemas gigantescos na infra-estrutura da sociedade?

O B-Samfundet tem origem na Dinamarca, onde foi criado no ano passado. Ainda neste outono europeu, a Sociedade B será introduzida na Noruega e na Finlândia, e para outubro está previsto o lançamento no Reino Unido. A Sociedade B se baseia em pesquisas científicas que indicam que cada indivíduo tem seu próprio ritmo biológico, uma espécie de "relógio interno" que é geneticamente determinado. Segundo essas pesquisas, uma "pessoa B" possui um ritmo interno de 25 a 27 horas, enquanto o de uma "pessoa A" tem um ciclo de 23 horas. As "pessoas B" são mais produtivas no final do dia e têm dificuldades de despertar de manhã cedo, que é quando as "pessoas A" são mais ativas. Segundo os criadores, esse é um movimento contra a tirania do despertador, que ao mesmo tempo se encaixa no debate sobre a criação de uma sociedade de horários mais flexíveis, com maior equilíbrio entre trabalho e lazer e melhor qualidade de vida.

Eles dizem: Nosso objetivo é acabar com as rígidas disciplinas de horário da sociedade industrial, em que todos chegam ao mesmo tempo e saem na mesma hora", disse em entrevista à BBC Brasil Erika Augustinsson, vice-presidente do B-Samfundet. "Vivemos em uma nova sociedade e queremos criar um novo jeito de viver, que respeite também os diferentes ritmos internos das pessoas", acrescentou.

Erika destaca que esses diferentes ritmos biológicos também são uma realidade nas escolas, onde um grande número de crianças e adolescentes tem dificuldades de concentração pela manhã. esses alunos não têm exatamente preguiça de levantar para ir à escola,eles são apenas pessoas B. Na escola Vasa Lärcentrum, na cidade de Gotemburgo, o turno da tarde/noite está sendo introduzido depois de uma pesquisa realizada com os 150 alunos. A pesquisa mostrou que muitos estudantes consideraram a idéia bastante positiva,contou à BBC Ingela Welther, gerente de planejamento de Educação do governo de Gotemburgo. Segundo ela, a extensão do horário de funcionamento da Vasa Lärcentrum é uma experiência inicial que poderá ser levada às outras escolas da rede pública. O objetivo é fornecer alternativas que ajudem os alunos a lidar melhor com seus estudos e a completar sua educação com êxito. Ingela Welther destacou ainda que a introdução do cronograma alternativo possibilita também o melhor aproveitamento das instalações da escola, que poderá absorver mais os alunos. o movimento Sociedade B também já lançou o primeiro website do mundo direcionado a oferta e busca de empregos para pessoas B.
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